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segunda-feira, 3 de abril de 2017

De hoje,à uma possível eternidade.





E então, acaba. E a garotinha que se escondia atrás dos pais não tem mais em quem se esconder. Toc, toc.. Consegue escutar? É a vida batendo a porta, te chamando para vivê-la por sua conta e risco. 

É fácil acreditar que já se cresceu. Na roda com os amigos os papos sobre sexo e coisas já vividas fazem parecer que a idade adulta estava ali, sendo vivida. Mas não, isso é a juventude. O dinheiro das bebidas é dada pelos pais, ou por um trabalho de quatro horas. Sair sozinho é tão adulto, mas e o horário para voltar? Mesmo estando de férias, haverão pessoas em casa para bater o pé e dizer para ter juízo, que a vida exige responsabilidade. 

O riso é fácil, solto e tão leve. Se sobrepõe num ônibus cheio de pessoas, algumas dormindo encostadas na janela, outras ao telefone com o filho: "mamãe já está chegando, meu amor", é uma frase tão presente no ar daqueles que tem uma vida além da sua para zelar. Há quem apenas olha para os prédios e ouve sua música com o fone de ouvido e, também tem aquele que observa os jovens rindo com a ânsia de voltar a ser jovem e simplesmente, não ter esse poder. 

E então, acaba. Não há mais colégio e trabalhos para se preocupar, e a risada daqueles jovens se misturam com o denso ar. Que agora não tem diversão, só tem cansaço e vontade de voltar - fica a questão pra onde.



Oi, eu sou a Vicke. Tenho apenas 17 anos, mas nas costas carrego uma boa bagagem. Não só de coisas boas, mas faz parte.
Vim ajudar a Karol no blog. E eu espero que agrade a quem quiser a verdade, não só sobre amor, mas sobre a dor e a vida.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mudanças.



A mudança é algo presente em cada dia da nossa vida, na troca de estações, no passar das horas... e lidamos bem com elas. Mas porque quando acontecem mudanças mais significativas nos desesperamos? Nós sempre sabemos que a escola vai acabar e que a vida vai começar, nós até ansiamos por esse momento, mas quando ele chega o que fazer? Eu venho me fazendo essa pergunta a alguns meses. 

Chega aquele dia que você não tem um dia certo de começar seu ano, materiais para comprar e nem aquela data de reencontrar seus amigos, na realidade talvez você nunca mais reencontre esses amigos, talvez nem amigos eles fossem.  

Eu amo ter muitas possibilidades, até me sinto grata por te-las, mas quando o "nunca" surge me da um aperto no peito, sabe? Eu sonho, eu planejo, como qualquer um e quero começar a tornar tudo real, mas pra isso preciso deixar algumas coisas pra traz e não tem sido tão fácil como eu imaginei que seria. Nada é tão fácil como imaginamos no final das contas.

Quero dizer, o que fazer quando os seus planos não se tornam realidade logo de cara? O que vem a minha mente é: "vá fazer algo para que eles um dia se tornem reais",porém é tão mais fácil ficar em casa sofrendo pelo que não aconteceu. Então eu tenho que lavar o rosto e ir. Só ir e quando eu menos esperar essa crise terá sido resolvida, mas outras terão nascido e tudo bem, porque a cada crise resolvida eu cresço e crescer é ótimo. 

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Metas um pouco atrasadas.


Minha cabeça tem estado em outro plano desde que o ano começou, na verdade desde o fim do ano passado e quando a virada do ano veio não surgiu grande efeito e só agora minhas metas pra 2017 ficaram prontas e aqui estão as minhas metas atrasadas para esse ano.

1. Viajar. Vale viagem de final de semana, vale uma internacional, qualquer viagem, só sei que quero viajar muuuuuito esse ano e conhecer cada cantinho do lugar. 

2. Melhorar meu inglês. Ano passado eu fui pro Estados Unidos sem pacote, só com o hotel reservado e meu inglês definitivamente não é dos melhores, mas eu me surpreendi com como eu me virei bem, mas esse ano eu vou tomar vergonha na cara e ficar fluente.

3. PULAR DE ASA DELTA. Essa até foi em letra maiúscula porque eu quero muito pular de asa delta, faz um tempo já e desse ano não passa.
  
4. Escrever. Ano passado eu tive um imenso bloqueio que perdurou por meses, por favor que esse ano isso não aconteça.

5. Ser mais confiante. As vezes eu deixo de fazer as coisas mais comuns por medo, como trocar de roupa com medo do que vão dizer, não postar uma foto, não compartilhar aquela postagem, coisas bobas, mas que juntas fazem uma grande diferença, então esse ano quero fazer essa minha revolução pessoal.

6. Ter uma alimentação mais saudável. Eu nunca tive a melhor alimentação, até uns meses atrás nem ao menos leite eu tomava, mas depois de descobrir que sou intolerante a lactose tive uma conversa com minha médica e percebi que eu realmente preciso melhor meus hábitos alimentares, esse ano vou trabalhar nisso.

7. Ler mais. Ano passado eu li uma boa quantidade de livros, mas sem nenhuma regularidade, esse ano quero ler tudo que tenho vontade, sem deixar que aquela preguiçinha me atrapalhe.

8. Fazer uma tatuagem. Outra coisa que eu quero a um tempo, mas nunca torno realidade, então vai automaticamente a lista de metas do ano seguinte.

9. Aprender a dirigir. Meus dezoito anos estão próximos e eu realmente quero pegar minha habilitação o quanto antes.

10. Sair mais sozinha. Eu queria muito assistir a um filme, mas eu não achava ninguém pra ir comigo, no fim o filme saiu de cartaz e eu não assisti, só porque eu não queria ir sozinha. Então eu percebi o quanto sou dependente de companhias, claro é bom ter alguém que você goste por perto, mas eu também preciso apreciar minha própria companhia, afinal ficarei comigo pelo resto da vida. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Volta do "Quem tem certeza?"



Eu fiquei uns meses sem escrever para o blog, ou pra qualquer outra finalidade, pra ser sincera eu só escrevi umas redações para a escola e a do enem, não sei bem o motivo. Mesmo que eu quisesse escrever ou tivesse coisas a contar não saia, sabe? Nada me parecia minimamente bom. Eu não é uma sensação muito gostosinha de se sentir. Mas nem tudo está perdido pra mim, já que isso tem mudado ultimamente e os posts vão voltar todas as segundas como era o costume, espero do fundo do meu coraçãozinho que gostem. 

Beijos de luz. 

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Precisamos falar sobre o desastre em Mariana.



Em todo o globo o Brasil é conhecido por suas paisagens de tirar o fôlego em toda a sua extensão territorial, porém se tornou comum ligar a televisão e ver tragédias naturais que ocorrem sempre no período de chuvas, um barranco sede em cima de casas, inundações catastróficas tiram a casa e a vida de centenas de pessoas na área urbana. E não foi diferente em 2015, em novembro duas barragens da mineradora Samarco romperam causando o maior desastre natural da história do Brasil. Os moradores de Bento Rodrigues, um distrito em Mariana, Minas Gerais, perderam suas casas, e tudo mais o que lhes era conhecido. O Rio Doce também foi profundamente afetado, ele foi declarado morto, as comunidades ao redor do rio tiravam seu sustento dele. Você consegue imaginar, nem que seja por um minuto o quão grave é matar um rio?

Já foi dito aqui que desastres são “comuns” no período de chuvas, mas algo difere esse desastre dos demais que são noticiados todos os anos, ele tem um culpado, esse culpado não é uma pessoa, o culpado é a crença de que grandes empresas podem fazer o que bem entendem para obter mais lucro. A Samarco sabia que existem períodos onde a chuva é mais intensa, eles tomaram as devidas providencias? Bem ao julgar pelo desastre que ocorreu eu diria que não. 


Após mais de seis meses do ocorrido, onde está a pressão popular para que os culpados paguem? Os estragos causados pelo rompimento das barragens não pararam em Minas Gerais, foi se estendendo por toda a extensão Rio Doce, algo sem precedentes. Claro, uma multa foi aplicada, mas a pergunta é, uma multa é o suficiente para os danos causados?